Estudo revela impacto das condições de acesso na empregabilidade (
Jornal Público)
O tipo de provas de ingresso exigido à entrada dos cursos superiores está associado a diferentes níveis de empregabilidade. Sendo que as licenciaturas que requerem o exame nacional de Matemática parecem ter mais sucesso no mercado de trabalho, por oposição às que pedem, por exemplo, o de Português.
Mas se os cursos que exigem Matemática como pré-requisito parecem ter menor “propensão para o desemprego” – definido como o rácio dos inscritos nos centros de emprego em Dezembro de 2007 sobre o número de diplomados entre 1996 e 2006, por instituição e licenciatura – esta vantagem não funciona como um atractivo da procura.
“Paradoxalmente, estudos anteriores sobre o sistema de ensino superior português, indicam que a inclusão do exame de Matemática como prova de ingresso reduz a procura por esse curso em cerca de 42 por cento, olhando para as primeiras escolhas dos estudantes”, assinalam.
Ou seja, apesar de o estudo da disciplina parecer constituir “um bom seguro contra o desemprego”, os alunos não o escolhem. “Estes resultados apontam para uma falha no mercado”, alertam os três investigadores, que dizem mesmo que seriam desejáveis políticas “do tipo paternalista”, que incentivem os jovens a estudar matemática: “Da mesma forma que se fizeram campanhas a defender a importância de beber leite, poderiam ser feitas campanhas pelo estudo da Matemática”.
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